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Volume 4 número 1 – 15.11.2010 Editores Sergio Capparelli | Maria da Glória Bordini | Regina Zilberman ISSN 1982-9434 O Tigre Albino revisa o seu andar nesses quatro anos. Em dez números, trouxe ao leitor brasileiro textos de qualidade sobre poesia para crianças. Atuou como um periscópio que faz uma varredura do que foi ou vem sendo feito, examina detidamente o que surge no seu campo de visão e envia suas reflexões para avanços ou correções de rota. na ilustração de poesia infantil Luís Camargo Luís Camargo é escritor e ilustrador, com mestrado pela Universidade de Campinas. Nasceu em São Paulo em 1954, onde trabalha até hoje no mercado editorial. Ele mesmo escreve e ilustra seus livros e, aqui, ele reflete sobre essas duas formas de expressão. O texto aborda as funções da imagem, os significados denotativos e conotativos da imagem e a presença de algumas figuras de linguagem na linguagem visual. Propõe o conceito de coerência intersemiótica para o estudo das relações entre imagem e texto na ilustração de poesia infantil, exemplificando as três graus de coerência – convergência, desvio e contradição – com três ilustrações para o poema "O Mosquito Escreve" de Cecília Meireles. Rosinha Queiroz Há quase 10 anos, tive o desejo de que o folheto de poesia popular, nosso querido cordel, chegasse às mãos das crianças em seu formato e história originais. Adoro as narrativas, a sonoridade das palavras, o ritmo da leitura, e gosto, especialmente, do formato simpático em que essa literatura vem registrada. Acho um objeto digno de ser tombado como patrimônio cultural. O tempo entre o desejo e a formatação do projeto foi de quase oito anos e para a produção, mais dois anos. Os motivos? Urgência da sobrevivência que adia os projetos autorais, dúvidas em relação aos caminhos, tempo necessário para o amadurecimento, encontro da editora parceira. Marina Herbst , University of Georgia María Elena Walsh nació el 1° de febrero de 1930 en Ramos Mejía, un pueblo cercano a Buenos Aires; la hija del "inglés del ferrocarril" nacido también en la Argentina, pasó su niñez entre nursery rhymes, música y libros. Autodefinida como aspirante a "nieta de Lewis Carroll," carga sobre sus espaldas un herencia singular, no solamente a modo étnico, sino también cultural e ideológico (Dujovne 22). Su madre, hija de criollos y gaditanos, le transmitió amor a la naturaleza lo que se traduce en la sensibilidad romántica que trasunta la introspección contextual de los poemas en Otoño Imperdonable (1947). De su padre, descendiente de irlandeses e ingleses, recibe su pasión y habilidad por los juegos lingüísticos, el sutil e irónico humor sajón y el nonsense de los limericks. algumas questões sobre a sua tradução Gláucia de Souza Certa vez, li num dos boletins da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil sobre autores que haviam sido premiados com o Hans Christian Andersen e que nunca haviam sido traduzidos para a Língua Portuguesa. Na lista, constava o nome de María Elena Walsh. Fiquei muito curiosa em conhecer a obra dessa autora e, inicialmente, descobri que escrevia muitos poemas endereçados à infância. Aos poucos, também descobri que era a autora de uma canção da qual gostava muito e que ouvia na voz de Mercedes Sosa. proposta de uma nova antologia Tábita Wittmann, mestranda em Letras da UFRGS A autora, Tábita Wittmann, é Licenciada em Letras/Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela UFRGS. Cursa na mesma Universidade o Mestrado em Letras. Neste trabalho propõe uma nova antologia de poemas de Mario Quintana para a infância. Além de estabelecer a contextualização histórica e literária da produção do poeta gaúcho, estuda-a no esquadro da relação entre literatura e sociedade, nas suas articulações com a infância e as possibilidades de formação subjetiva do indivíduo. Da mesma forma, analisa a imagem na poesia de Mario Quintana e a imagem como ilustração no livro infantil. poesia eletrônica para crianças Edgar Roberto Kirchof, Universidade Luterana do Brasil Nesse número, um artigo de Edgar Roberto Kirchof, coordenador do curso de Letras e professor adjunto da Universidade Luterana do Brasil, docente e pesquisador no Programa de Pós-Graduação em Educação (PPGEDU), com Pós-Doutorado na área da Biossemiótica na Universidade de Kassel, Alemanha. O texto aborda algumas relações entre a poesia infantil e o universo do ciberespaço. Após uma breve discussão sobre a relação do texto impresso com tecnologias de computação gráfica, apresenta-se um resumo de algumas tipologias das principais manifestações poéticas em ambiente digital. Alguma das principais conclusões do artigo apontam, de um lado, para o número ainda muito reduzido de obras digitais endereçadas especificamente para crianças e, de outro, para o borramento de fronteiras entre o endereçamento adulto e infantil, decorrente da hibridação de linguagens e suportes, comum à poesia digital. No artigo de Kirchof, a obra Animalamina é apresentada, a partir de suas principais características estruturais, como um exemplo de poesia eletrônica infantil bem sucedido, tanto do ponto de vista estético quanto literário. Elizaberth d’Angelo Serra Hélen Queiroz nasceu em Minas Gerais, em 1971, e vive no Rio de Janeiro desde 2004. É mestranda em Educação na UFRJ, atua como professora ministrando oficinas literárias para crianças e adolescentes, ministra cursos para professores, é poeta e contista. Professora há 23 anos, trabalhou, em Minas Gerais, em escolas municipais, estaduais e particulares e, no Rio de Janeiro, lecionou na Escola Parque de 2004 a 2009. Atualmente, ministra oficinas poéticas em escolas públicas de Maceió, AL, e promove o “Sarau Aberto”, para crianças e adolescentes no Rio de Janeiro, RJ. estético de literatura infantil Annete Baldi A editora Annete Baldi entrevista Guto Lins, escritor, designer e professor da PUC-Rio. Para ele, descobrir a linguagem adequada para que exista comunicação é importante na criação de um conceito estético do livro infantil. Mas diz não ter receios de novas tecnologias, considerando que esses novos formatos constituem apenas suportes diferentes da leitura, inclusive enriquecendo o ato de ler. Entre os livros de Guto Lins estão Torpedo, A Hora H, Cadê, Caderno de Viagens, Lá em Casa tem um Bebê, Manual de Boas maneiras: para Crianças de todas as Idades, O Enigma do Camaleão. Como designer, ele também está atento às exigências ou não de ilustrações em livros para crianças. Sérgio Capparelli Frequentemente lemos um livro e depois vamos ao cinema, para assistir a adaptação deste mesmo livro como filme. Ou o contrário: primeiro vemos o filme e depois lemos o livro. Reagimos conforme o livro e conforme o filme. Podemos dizer: “o livro era bem melhor”. Ou então, o melhor era o filme. Em ambos os casos, o primeiro impacto da leitura ou da fruição cinematográfica é duradouro. Mais tarde, ficamos nos perguntando sobre as vantagens e desvantagens de se ler um livro de ficção ou de se ir ao cinema. E no caso de um poema musicado? Uma canção cuja letra adquire com o tempo autonomia no campo da literatura? Muitos caminhos disponíveis na busca de uma resposta. Algumas são simples, diretas e paradoxais: toda língua tem sua música e é impossível um poema que não seja musical. Além disso, os primeiros poetas eram músicos, fazendo-se acompanhar de instrumentos musicais. Abre-se aqui um terceiro caminho: e quando a roupa musical do poema é de qualidade, assim como as letras da canção? E, finalmente, o que acontece se tudo isso tiver um nome: Maria Elena Walsh? Daniela Silva, doutora em Letras e professora de Literatura (UNOESC) Um gato não é um cachorro. “Óbvio”, dirá o mais sabido. “Por quê?”, o mais sábio. O que é ser gato? Ai é que “tá” -- com perdão da contração e dos filósofos – “ser” implica identidade. Para saber, precisamos conhecer. “Conhece-te a ti mesmo”, alguém lembraria Sócrates. Como conhecer a si sem o outro? Quer dizer que identidade é dada por oposição? E por relação. Opor já é relacionar. Assim vamos andando em Os gatos, de T. S. Eliot: estabelecendo relações entre poemas e o que é ser gato, para compor o que, à primeira vista, pode parecer uma historinha sobre os bichanos. Uma historinha qualquer? da poesia popular do Cordel Maria do Socorro Monteiro Um universo habitado por deuses e heróis; por plebeus que salvam princesas encantadas; por inocentes meninos que descobrem tesouros que revelam verdadeiros reinos de riquezas; cavalos voadores que transportam para outra dimensão, varões que destruirão o mal; borboletas e frutas que guardam em seus interiores lindas donzelas enfeitiçadas por bruxas, à espera daqueles que, com um beijo ou um pequeno gesto - como a retirada de um alfinete de suas cabeças - possam torná-las rainhas de um castelo maravilhoso! |
Último Número Quem Somos Arquivos Contribuições Cartas Cadastro Nossas publicações acontecerão no dia 15 de novembro, 15 de março e 15 julho de cada ano. Se você quiser receber um lembrete a cada nova edição, preencha, sem qualquer custo, o formulário abaixo. Publica artigos sobre algum aspecto particular da poesia para crianças. Editores: Sérgio Capparelli, Regina Zilberman e Maria da Glória Bordini. Contribui com discussões sobre o fazer poético mais amplo, em que a ilustração ou design se institui enquanto uma das vozes importantes da interlocução entre autor e leitor. O espelho apresentará autores ou ilustradores nacionais e estrangeiros, falando sobre seu trabalho, em entrevistas ou depoimentos. Editora: Annete Baldi Propõe o relato de trabalhos práticos com poesia infantil em qualquer nível educacional. Editora: Elizabeth D'Angelo Serra Ocupa-se de poéticas digitais para crianças, com descrição ou críticas de sites de poesia infantil no Brasil e no exterior. Editor: Miguel Rettenmaier. Apresenta ou publica críticas à produção editorial do período, dentro da área, tanto em relação a textos de reflexão como a livros, produtos ou espaços de poesia para crianças. Editor: Sérgio Capparelli. Conselho Editorial O Tigre Albino tem um Conselho Editorial integrado pelas seguintes pessoas: Blanca Roig da USC e da LIJMI, Espanha; Ezequiel Theodoro da Silva, da UNICAMP e da ALB, Brasil; Isabel Mociño Gonzáles, da USC e da LIJMI, Espanha; Laura Sandroni, da FNLIJ, Brasil; Maria Antonieta Cunha, da PUC-MG, Brasil; Marisa Lajolo, da UNICAMP e Mackenzie, Brasil; Silvia Castrillon, da Asolectura, Colômbia; Virgilio López Lemus, do ILL, FAyLUH e AChttp://fayl.uh.cu e ACC, de Cuba. |